A ludoterapia consiste na análise da criança através dos seus brinquedos, uma vez que a criança desloca para o exterior seus medos e ansiedades.Para Rodulfo (1990) o brincar apresenta-se como uma função essencial, pois à medida que por meio deste a criança pode se curar por si mesma.
Segundo Golfeto (1999) o livre brincar e desenhar, incluindo os jogos substituem muitas vezes, e ou completamentam as verbalizações, uma vez que esse são os meios naturais de expressão na criança. A atividade lúdica está intimamente ligada á tendências de comunicar-se através da expressão corporal e da atividade motora.

Para esse autor a brincadeira desempenha um papel significativo para criança, no teste de realidade e na expansão de seus domínio. Consiste também uma forma de comunicação. O terapeuta fala com ela através de jogos. O padrão de jogo dramatiza a experiências emocional da criança, seus conflitos, suas culpas e medos e , assim, reflete o que é real e o que é fantasia.
Assim através da brincadeira, a criança tem a possibilidade de experimentar novas formas de ação, exercitá-las, ser criativa, imaginar situações e reproduzir momentos e interações importantes de sua vida, resignificando-os. Os jogos e as brincadeiras são uma forma de lazer no qual estão presentes as vivências de prazer e desprazer. Representam uma fonte de conhecimento sobre o mundo e sobre si mesmo, contribuindo para o desenvolvimento de recursos cognitivos e afetivos que favorecem o raciocínio, tomada de decisões, solução de problemas e o desenvolvimento do potencial criativo. A brincadeira assume um papel essencial porque se constitui como produto e produtora de sentidos e significados na formação da subjetividade da criança.
Neste sentido Jerusalinsky (1995) aponta que cada brinquedo escolhido pela criança no brincar deve ser tomado como substituto do objeto que causa o desejo e, por isso, como objeto de gozo e ao mesmo tempo significante da falta. Mas para que algo seja significante, segundo Rodulfo (1990), deve se repetir, e nessa repetição do significante conduzir a uma direção, que seria a direção das funções simbólicas da criança por meio dos jogos e grafismo.
No brincar a criança exprime seu mundo simbólico, que para Augras(1980) implica, em primeiro lugar a um contexto do esquema simbólico do grupo social a qual pertence, família, religião, idade entre outros.
Por tanto é importante deixar que a criança brinque e repita a brincadeira quantas vezes for necessário para a elaboração de seus processos interno. Quanto mais a criança brincar mais organizada internamente ela ficará. É claro que a criança também precisa entender que há momento para tudo e limite é fundamental ( mais este é um outro assunto). Se os pais puderem participar da brincadeira em algum momento, ajudará a criança e favorecerá o estabelecimento de vinculos, contribuindo para seu bom desenvolvimento no presente e no futuro.
autora
Vanessa Thalita Romanini Amadeu
Psicóloga
CRP- 08/11867

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